O Governo do Amazonas, representantes do Governo Federal e prefeitos do interior alinharam, nesta segunda-feira (12/10), estratégias conjuntas para intensificar o combate aos incêndios florestais no estado. A reunião foi realizada em Manaus e definiu uma metodologia de atuação integrada, com prioridade para as áreas mais afetadas pelas queimadas e para o planejamento de medidas diante do agravamento da estiagem.
Durante o encontro, foram discutidas as necessidades específicas dos municípios e a distribuição de recursos para ampliar a capacidade de resposta às ocorrências. Após a reunião, prefeitos e representantes municipais participaram de uma rodada de discussões com integrantes do comitê de crise estadual e da comitiva federal.
A articulação também prevê novas reuniões com representantes da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM).
Aeronaves reforçam combate ao fogo
O reforço das operações inclui aeronaves, helicópteros, agentes e brigadistas para atuar em áreas de difícil acesso. Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleiso Muniz, as ações aéreas estão sendo coordenadas com base em dados de monitoramento e na identificação das regiões prioritárias.
Entre as áreas definidas estão o entorno de Manaus, o Baixo Amazonas e a região de Autazes, com atuação prevista até Parintins. O avião militar KC-390 Millennium iniciou as operações na manhã desta segunda-feira, enquanto outras aeronaves aguardavam condições adequadas de visibilidade devido à fumaça.
Também estão previstas bases operacionais em Manaus e Itacoatiara. Nesta última, quatro aeronaves deverão atuar no atendimento à região até Parintins.
Estiagem aumenta preocupação
O Amazonas está em situação de emergência em decorrência da estiagem, classificada como desastre de nível 2, conforme o Decreto Estadual nº 55.486, de 21 de setembro de 2026.
A medida considera as condições climáticas associadas ao fenômeno El Niño, com previsão de chuvas abaixo da média e temperaturas acima do esperado. O cenário pode ampliar o déficit hídrico e agravar os impactos da seca, favorecendo a ocorrência e a propagação de incêndios florestais.
As ações de prevenção e controle seguem o Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Amazonas (PPCDQ), instituído pelo Decreto Estadual nº 55.338.
Operações ampliam fiscalização
Iniciada em 23 de fevereiro de 2026, a Operação Tamoiotatá antecipou as atividades de campo para o período de estiagem e abrange 13 municípios. Na sexta-feira (9), as equipes intensificaram a atuação na Região Metropolitana de Manaus e ampliaram a presença em Manaquiri, Autazes, Careiro Castanho e Careiro da Várzea.
No âmbito do programa Floresta em Pé, foram contratados 153 brigadistas florestais para trabalhar na prevenção, no monitoramento e no combate aos incêndios, sob coordenação técnico-operacional do CBMAM e supervisão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Já a Operação Amazonas+Verde reúne ações de combate aos incêndios, educação ambiental, enfrentamento a crimes ambientais e ampliação da capacidade operacional.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), por sua vez, mantém a Operação Alerta Fogo, voltada à fiscalização do uso ilegal do fogo. As equipes atuam em dois eixos: Iranduba, Manaus, Manacapuru e Novo Airão; e Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Silves, Itapiranga e Itacoatiara.
Como denunciar incêndios e queimadas ilegais
A população pode acionar os órgãos responsáveis pelos seguintes canais:
- Corpo de Bombeiros: 193, para ocorrências de incêndio;
- Ipaam: (92) 98557-9454, pelo WhatsApp, para denúncias de queimadas ilegais e infrações ambientais;
- Defesa Civil: 199;
- Samu: 192.

