O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta segunda-feira (26/10) o senador Flávio Bolsonaro (PL) de deixar o Brasil e determinou a entrega dos passaportes à Polícia Federal (PF).
A decisão está sob segredo de Justiça e foi divulgada pelo próprio senador nas redes sociais. A medida integra uma investigação que também envolve o advogado Willer Tomaz.
Flávio afirmou que recebeu a intimação ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador questionou a ordem judicial e disse que ela foi tomada após o resultado eleitoral.
Investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro
Na semana passada, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores de Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro em negócios envolvendo empresas de apostas.
Segundo informações preliminares da PF, Flávio seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, também investigada pelas autoridades.
Flávio cita declaração do irmão
O senador relacionou a decisão a uma declaração de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Em outubro do ano passado, o deputado federal cassado teria defendido que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição.
“Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, questionou o senador.
Eduardo foi condenado a quatro anos de prisão por sua atuação em articulações para impor sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e elevar tarifas sobre exportações do país. Segundo a acusação, as medidas buscavam interferir no processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro por envolvimento na trama golpista.

