Diante da situação crítica dos incêndios florestais no Amazonas, órgãos ambientais e forças de segurança vão intensificar as ações de fiscalização, policiamento e combate às queimadas criminosas no estado. A medida reúne o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, com participação da Polícia Federal.
A iniciativa busca identificar e responsabilizar os responsáveis pelos incêndios, impedir a propagação das chamas e evitar novos focos provocados intencionalmente.
Fogo criminoso ameaça florestas e população
Segundo os órgãos envolvidos, a quase totalidade dos incêndios florestais tem origem na ação humana, e muitos são provocados deliberadamente para degradar a vegetação, converter áreas de floresta em pastagens e lavouras ou consolidar o desmatamento ilegal.
A atuação coordenada pretende ampliar a capacidade de fiscalização e investigação, fortalecendo a cooperação entre as instituições federais e estaduais.
Multas podem chegar a R$ 10 mil por hectare
Quem provocar incêndios florestais está sujeito a multas administrativas de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare ou fração, conforme o enquadramento da infração.
Além das penalidades financeiras, os responsáveis podem sofrer embargo das áreas atingidas, ter equipamentos apreendidos e responder criminalmente, com possibilidade de prisão.
Os órgãos reforçam que provocar incêndios florestais é crime ambiental e destacam que a responsabilização dos infratores é uma das medidas para proteger o meio ambiente e reduzir os riscos à população amazonense.

