Imagens de satélite da NASA registraram uma extensa camada de fumaça cobrindo Manaus e diversas regiões do Amazonas entre os dias 8 e 10 de outubro. Os registros, obtidos por meio da plataforma NASA Worldview e do satélite Terra, mostram a dimensão da fumaça associada aos incêndios florestais que atingem o estado.
A situação também é preocupante em relação à qualidade do ar. Em Manaus, o Índice de Qualidade do Ar (AQI+) chegou a 366, nível classificado como perigoso, enquanto a concentração de partículas finas PM2.5 ultrapassou 258 microgramas por metro cúbico (µg/m³), segundo os dados informados.
Fumaça também atinge o interior
Além da capital, municípios do interior enfrentam episódios severos de poluição atmosférica. Em Itacoatiara, foram registrados níveis de partículas acima de 2.000 µg/m³ em pontos críticos, em meio a incêndios prolongados, incluindo o fogo na região do Lago do Canaçari.
A fumaça compromete a qualidade do ar e aumenta a exposição da população a partículas que podem penetrar profundamente no sistema respiratório, elevando os riscos à saúde.
Alertas e medidas de prevenção
Diante do cenário, foram emitidos alertas sobre os riscos da exposição à fumaça, com recomendações para reduzir atividades ao ar livre e utilizar máscaras adequadas para a proteção contra partículas finas. Instituições de ensino também suspenderam atividades presenciais na capital, conforme as informações fornecidas.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos que exigem maior atenção durante episódios de poluição intensa.
O registro por satélite reforça a dimensão regional do problema, que afeta Manaus e municípios do interior em meio ao avanço das queimadas no Amazonas.

