A banda punk Dead Fish foi uma das atrações do “#SouManaus Passo a Paço 2026” nesse domingo (6/9), levando seus principais sucessos do hardcore ao público no Centro Histórico de Manaus. Antes da apresentação, artistas amazonenses ocuparam o palco com performances que destacaram identidade, ancestralidade e valorização da cultura local.
Para o vocalista Rodrigo Lima, reencontrar antigos fãs e descobrir uma nova geração que acompanha o trabalho da banda é “um milagre” proporcionado pela arte. Segundo ele, o retorno a Manaus após alguns anos tornou a apresentação ainda mais especial.
“A gente tem uma história com a cidade já. A gente já vem a Manaus há mais de 20 anos e tocar nesse festival gratuito, num lugar tão simbólico da cidade, para a gente é mega importante”, afirmou.
O engenheiro Arthur Porto, de 40 anos, aproveitou a oportunidade para assistir ao grupo ao vivo. “O show do Dead Fish é muito bom, é um momento único. Então, toda oportunidade que tiver de assistir, eu vou”, disse.
Artistas locais ganham destaque
A programação também abriu espaço para talentos da cena amazonense. A DJ Thai, que participou pela primeira vez de um grande evento, classificou a apresentação como a realização de um sonho e destacou a visibilidade proporcionada pelo festival.
“Eu só mandei o meu portfólio e me notaram. Isso é surreal, porque eu estou fazendo um trabalho muito bom esses tempos e, finalmente, estou tendo um reconhecimento maior”, contou.
Com experiência em outras edições do festival, a DJ Rafa Militão levou ao palco uma apresentação marcada por referências à identidade e à ancestralidade amazônica. A cantora Márcia Siqueira e o rapper Dacota MC participaram do show, reforçando a mistura de diferentes expressões da cultura local.
Rafa destacou a importância de utilizar a música para preservar e fortalecer as raízes amazônicas, especialmente entre as novas gerações.
“Quando a gente usa o rap para reforçar as nossas raízes, a gente contribui para o futuro dessas crianças que subiram no palco com a gente hoje. (…) O futuro é ancestral e coletivo”, afirmou.
A valorização dos artistas amazonenses é um dos destaques desta edição do “#SouManaus Passo a Paço”. Segundo a organização, o festival reúne neste ano o maior número de artistas locais desde a criação do evento.

