A parcela de famílias amazonenses com contas atrasadas caiu pelo terceiro mês consecutivo em agosto, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O índice passou de 48,2% em julho para 45,9% em agosto, uma redução de 2,3 pontos percentuais. O levantamento também aponta queda entre os consumidores que afirmam não ter condições de quitar as dívidas vencidas.
Em julho, esse grupo representava 16,1% das famílias. Em agosto, o percentual caiu para 14,3%, o menor nível registrado desde novembro de 2021.
Apesar da redução da inadimplência, o endividamento continua elevado no Amazonas. Em agosto, 88,1% das famílias declararam possuir algum tipo de dívida a vencer, incluindo cartão de crédito, carnês, empréstimos e financiamentos.
O percentual ficou próximo ao registrado em julho, quando 88,3% das famílias estavam endividadas.
Na comparação com agosto de 2025, houve aumento no número de famílias com dívidas. Naquele mês, o índice era de 86,5%.
Por outro lado, a inadimplência recuou: há um ano, 48,7% das famílias tinham contas atrasadas, contra 45,9% em agosto deste ano.
Outro indicador que apresentou melhora foi o comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas. Em agosto, a média ficou em 30,7% da renda.
Também caiu a proporção de famílias que destinam mais da metade dos rendimentos para quitar dívidas. O percentual chegou a 25,1%, o menor desde dezembro de 2019.
O tempo médio de atraso nos pagamentos também apresentou redução pelo quarto mês consecutivo e ficou em 57,5 dias em Manaus.
Queda ocorreu entre diferentes faixas de renda
A redução da inadimplência foi registrada entre famílias de diferentes níveis de renda.
Entre aquelas com rendimento de até dez salários mínimos, 47,4% tinham contas atrasadas em agosto. Já entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o índice foi de 31,7%.
Os dois grupos apresentaram queda em relação ao mês anterior.
A Peic é realizada mensalmente pela CNC desde 2010 e acompanha indicadores como endividamento, inadimplência, capacidade de pagamento e comprometimento da renda. A pesquisa é feita nas capitais brasileiras e no Distrito Federal e reúne informações de cerca de 18 mil consumidores.

