Uma rebelião envolvendo policiais militares presos na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM) foi controlada na madrugada desta quarta-feira (2/08), em Manaus. O motim começou na tarde de terça-feira (1º), na unidade localizada na BR-174, na zona rural da capital.
Durante a rebelião, os internos danificaram celas, destruíram câmeras de segurança e fizeram quatro policiais militares que trabalhavam na guarda da unidade como reféns.
A situação foi encerrada por volta de 1h30, após uma operação que reuniu aproximadamente 120 agentes de unidades especializadas da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). Segundo as informações divulgadas, não houve registro de feridos.
O que teria provocado o motim?
A mudança no dia das visitas e a retirada de regalias não especificadas estão entre os fatores que teriam provocado a insatisfação dos policiais custodiados.
Anteriormente, as visitas aos internos eram realizadas aos domingos. O dia teria sido alterado para sextas-feiras, o que gerou descontentamento entre os detentos.
Além disso, medidas relacionadas à retirada de benefícios ou regalias também teriam contribuído para o início do motim.
Como a rebelião terminou?
Após o início da ocorrência, equipes especializadas da PMAM foram mobilizadas para atuar na unidade prisional.
Cerca de 120 agentes participaram da operação para controlar a situação e retirar os policiais que eram mantidos como reféns.
A rebelião terminou durante a madrugada, por volta de 1h30 desta quarta-feira.
Investigação
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a Polícia Militar informaram que serão instaurados procedimentos para apurar as circunstâncias da rebelião.
As investigações também deverão identificar eventuais crimes cometidos pelos policiais que participaram do motim.
O caso será encaminhado ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e à Justiça Militar, que poderão adotar as medidas cabíveis após a conclusão das apurações.

